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Do blog do Reinaldo Azevedo
As declarações de Dilma sobre os direitos humanos, feitas em
Cuba, chegam a ser mais vergonhosas do que as do Apedeuta, seu antecessor.
Ele, com a grossura teórica peculiar, decidiu ignorar a questão e pronto! Ela
ameaçou criar uma espécie de teoria, segundo a qual todos os países, em certa
medida, Brasil inclusive, têm telhado de vidro. Sim, sempre há transgressões
— a situação dos presos comuns no Brasil, por exemplo, é detestável.
Mas há uma diferença considerável entre países que têm
instituições em defesa das liberdades públicas e das liberdades individuais,
como o Brasil — e que devem fazer um esforço cotidiano para que sejam
respeitadas —, e aqueles que têm na tirania e na violência o seu modo ótimo
de fazer política. Num caso, a justiça é um norte a ser perseguido; no outro,
tem-se a morte da esperança.
Por que Dilma e os seus não reconhecem essa distinção? Porque
têm a ditadura entranhada na alma, ora essa! Ela é presidente de um país
democrático, mas pertence a uma corrente de pensamento que, a despeito de
algumas dissensões internas (irrelevantes), atua cotidianamente para eliminar
o adversário, para apagar o passado, para reescrever a história.
O que estou afirmando é que o norte moral da presidente, no fim
das contas, continua a ser aquele vigente em Cuba, onde uma elite de
iluminados decide os destinos da sociedade — condenando-a, como se sabe, ao
atraso. O Brasil teve a sorte de manter essa gente longe do poder por um bom
tempo. O Brasil teve o bom senso de recusar em 1989, 1994 e 1998 os métodos
que o PT propunha. Quando chegou ao poder, em 2003, já estava mais
domesticado, e as instituições democráticas já haviam avançado o suficiente
para dificultar a tarefa de construção do partido único.
Não obstante, no 10º ano do poder petista, vemos a) as oposições
com as pernas quebradas — também em razão de sua ruindade, já que não
entenderam até agora como funciona o petismo; b) boa parte da imprensa ou rendida
ou experimentando uma espécie de esquizofrenia, que exalta as qualidades
interventoras de Dilma em seu próprio governo; c) um rebaixamento
contínuo e sistemático do padrão ético na vida pública; d) o uso descarado
na máquina do estado para difamar personalidades e políticos considerados
incômodos; e)
uso do dinheiro público para financiar as diversas formas de subjornalismo a
soldo, cuja tarefa é difamar os, vejam vocês!, “inimigos do regime”; f) uso de juros
subsidiados para transformar o empresariado em clientela do governo — os
cordatos ganharão o leite de pata…
Trata-se do mesmo espírito ditatorial, só que exercido por
outros meios — os meios possíveis num sistema ainda democrático, mas exibindo
cada vez mais a musculatura de um regime ditatorial.
O que Dilma fez em Cuba? Resolveu generalizar a transgressão aos
direitos humanos — seria um problema universal — para, na prática, poder
endossar as práticas vigentes em Cuba. Alinhou-se com a ditadura e cuspiu em
cada um dos presos políticos da ilha, que sofrem lá, de modo comprovado, as
mesmas agruras que ela diz ter sofrido quando presa no Brasil. Membro então
de uma organização terrorista, a detenção fez dela uma heroína; simples
opositores pacíficos do governo, os que estão presos em Cuba ou são
“bandidos”, como comparou o Babalorixá de Banânia, ou merecem ser evocados ao
lado dos terroristas da Al Qaeda.
Querem saber? É puro lixo moral!
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Rogério Casado
"Não procures a verdade fora de ti, ela está em ti, em teu ser. Não procures o conhecimento fora de ti, ele te aguarda em tua fé interior. Não procures a paz fora de ti, ela está instalada em teu coração. Não procures a felicidade fora de ti, ela habita em ti desde a eternidade. " ( Mestre Khane )
01 Fevereiro 2012
A moral ignorante
#PTMENTE
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